O PisoMenosZero é um "pontapé nos dentes" no nosso curso preferido da Universidade da Beira Interior.

Porque é isso que alunos anónimos do curso de Arquitectura, que partilham ideias, preocupações e esperanças comuns, querem fazer! Querem contrariar o amorfo e a falta de dinâmica que deviam ser proibidas em qualquer local de ensino.

O PisoMenosZero é apenas um meio para essa vontade; é um espaço para contrariar a nulidade e promover a iniciativa e a cultura dentro e fora do nosso curso. No fundo, é uma sociedade vigilante que vai regularmente mostrando mais cenas da novela protagonizada pelo curso de Arquitectura e pela UBI, com outras coisas à mistura.

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sábado, 14 de novembro de 2009

re-post: UBI, uma universidade de topo?

Não será constatação apenas da minha cabeça, que na UBI (Universidade da Beira Interior) concretamente no curso de Arquitectura todo aquele que realiza o mínimo indispensável, referindo-me claro está ao empenho escolar, obtém sem quaisquer tipo de dificuldade um resultado positivo quando avaliado.

Não seria uma ideia descabida se pensássemos na UBI como uma universidade de topo frequentada por futuros génios da Arquitectura. Gostava de acreditar que sim mas alguns olhares aqui e acolá sobre diversos trabalhos levam esta ideia tão utópica por água abaixo.

Viremo-nos então para o corpo de docentes, em jeito irónico surge a hipótese de todo ele surgir de algum pais de 3º mundo onde definitivamente a inovação está longe de ser o prato do dia, isto explicaria a grande aceitação aos trabalhos. Mas também esta ideia fica de lado ao analisarmos alguns currículos de docentes, Prof. Doutorados, com vasta experiência “em campo”, variedade de nacionalidades, currículos de certo modo invejáveis, para quem anseia por uma carreira dentro de Arquitectura.
Haverá então alguma “pistola apontada à cabeça” de todos os professores? Haverá algum tipo de pressão a fim de passar para fora das nossas paredes uma imagem que de todo não corresponde à realidade?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Que fique esclarecido o Papel do Arquitecto

Em resposta à seguinte questão colocada à OASRN “Um engenheiro a desempenhar tarefas numa câmara municipal há menos de 5 anos, ao abrigo da lei n.º 31/2009 pode apreciar um projecto de arquitectura?” foi elaborado um Parecer Jurídico emitido pelo Dr. Menéres Pimentel, na qualidade de assessor jurídico do Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Arquitectos, e que concluí que:

"(...) só o Arquitecto é o profissional qualificado nos termos da Lei n.º 31/2009, de 3 de Julho, para apreciar/ analisar ou avaliar um projecto de arquitectura, não podendo um engenheiro proceder à apreciação e análise de um Projecto de Arquitectura por não ter qualificação profissional para o efeito, nem tão pouco no período transitório, uma vez que o regime transitório não tem aplicação à apreciação e análise de projectos.

O parecer está disponível na íntegra em http://www.oasrn.org/apo_esclarecimentos.php

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Recepção ao Caloiro 09-Reportagem do terceiro dia

Bem pessoal, é com muito gosto que o PisoMenosZero se sente com forças de escrever um bocadinho sobre o dia da Latada.

Ao inicio da tarde várias turmas se juntaram para fazer o tradicional Almoço de Latada. Logo de seguida todos rumaram à parada para ver a concentração dos caloiros, trajados e respectivos carros. O desfile da Latada começou com três horas de atraso, o que deixou o público impaciente. Muitas pessoas abandonaram a zona do percurso antes mesmo do desfile começar. Má organização, cursos com comissões de latada irresponsáveis e a própria polícia (chegou atrasada), foram as principais razões para a medíocre Latada da Covilhã deste ano. Se os responsáveis pela Latada pensam que estas atitudes abonam em favor do seu sucesso, enganam-se. Este ano a Latada foi apenas divertida para os estudantes, mas o público perdeu a paciência, e com toda a razão.

No entanto é de salientar que haviam cursos que tinham carros e coreografias extraordinárias e que competiam para vencer a Latada. Entre esses cursos estava Arquitectura, como sempre a lutar pela vitória, e com o melhor carro da história do curso, eleito por unanimidade. Um imponente coche fazia regalar os olhos aos menos convencidos e o destino parecia trazer uma vitória fácil para Arquitectura. Mais nenhum curso se exibiu como Arquitectura.

Carro mais carro, entre cânticos, coreografias e discursos finais, a Latada foi chegando ao seu termo e toda a gente acorreu à ANIL para saberem os resultados da classificação.

Antes da divulgação dos resultados, as tunas académicas da UBI actuaram em ambiente morno mas mesmo assim com muito público. A Desertuna mais uma vez destacou-se e as outras tunas entre altos e baixos lá foram animando o público, que estava cansado, depois de um dia cansativamente alcoólico.

No final das actuações foram divulgadas as classificações da Latada. Aeronáutica (curso do senhor Vila) foi desclassificado, e depois aconteceu uma das cenas mais ridículas da história da Latada: Arquitectura ficou PROPOSITADAMENTE em 11º lugar. Escandalosa esta decisão e justificada com explicações muito vagas... Perguntem ao quase Engenheiro à 15 anos e aos júris o porquê desta classificação. Inacreditável (bastou ver a reacção do público na ANIL). Foi gozar com a cara dos nossos caloiros que se esforçaram muito para fazerem o melhor carro que o curso teve e quem sabe o melhor carro de todas as Latadas na Covilhã. E não se esqueçam que Arquitectura já venceu por duas vezes, foi uma vez segundo e outra terceiro(e o carro não chegou ao fim). Os caloiros portaram-se bem, fizeram a festa e por isso não se encontra justificação para tal classificação.

Ganhou Engenharia Civil com o espectacular tema relacionado a Auschwitz. Que estupidez e falta de responsabilidade. Não se compara Auschwitz a nada. Mas muitos anos depois lá ganhou Civil seguido de Medicina, outra classificação inacreditável com aquele carro mau de mais e caloiros em grande número, só.

Já passou, custou a lidar com a derrota PROPOSITADA, e só não vê quem não quer, mas a vida continua e ao Pisomenoszero só resta dar os parabéns aos caloiros de Arquitectura pelo fantástico trabalho.


Só mais uma coisa: o que foi aquilo das motas na ANIL ontem? Intoxicação? Parolice?

Que vergonha...


Em breve colocaremos algumas fotos da Latada 2009.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Viagens & Arquitectura


Vindo “eu” (estudante) parar a um curso de Arquitectura, o que posso esperar das actividades extra-curriculares?
O conhecimento na Arquitectura é um bem que tem de ser trabalhado e procurado. O Arquitecto tem de procurar conhecer culturas, história, arte, ambientes, espaços, projectos, edifícios novos, edifícios velhos, edifícios mais velhos ainda e uma maneira simples de concretizar esta procura é viajar. Viajar pode não estar ao alcance de todos, não está por certo, mas se numa comunidade de estudantes do mesmo curso ninguém se sacrifica por uma simples organização de viagem, como poderemos nós adquirir o conhecimento?
As actividades extra-curriculares, e falo só das viagens/visitas de estudo, são oportunidades únicas para muitos alunos adquirirem conhecimento. Estar presente perante edifícios dos nossos arquitectos favoritos, de cidades históricas, de culturas e de ambientes artísticos não é difícil! A vontade e o empenho é essencial para que viagens em grupo aconteçam. Realmente é pena que na UBI, e mais precisamente no curso de Arquitectura não exista ninguém que se lembre de juntar meia centena de alunos para ir visitar isto ou aquilo...
De repente parece que à nossa volta não existe nada de interessante para visitar.
Mas esperem! Arquitectura na UBI tem um núcleo de estudantes que nos representa! Tem pois, eu sei que tem, mas não, não me lembro de organizarem uma viagem sequer... No meu ponto de vista, contribuíram Zero num dos pontos essenciais para o desenvolvimento do Arquitecto.

Não foram as faltas de oportunidades que impediram essas organizações esporádicas de viagens, senão vejamos: A Península Ibérica está cheia de cidades com motivos turísticoculturais, cidades históricas em que a arquitectura foi e ainda é essencial, existem inúmeros museus e feiras de arte e design, entre outros pontos de interesse. Há cidades que são Património Mundial e outras que estão em franco desenvolvimento. Não peço, ou melhor, ninguém pede a um Núcleo de Arquitectura que vá com os alunos aos EUA, à China ou ao Dubai, mas não ter tempo para organizar viagens em Portugal ou mesmo em Espanha não cola como desculpa e só demonstra o interesse na nossa “defesa”.
Aposto que num universo de mais de 500 alunos de Arquitectura existiam sempre interessados em encher um autocarro para ir “dar um passeio” por essa península fora por um preço acessível, não tenho dúvidas sobre isso, mas alguém tem de se mexer, alguém tem de colmatar essa lacuna...

Vamos parar de ficar a apreciar a Covilhã, vamos procurar o conhecimento, vamos viajar!
Concordam?